terça-feira, 6 de outubro de 2015

Parasyte - vol. 1

Sinopse: Criaturas desconhecidas começam a surgir por toda a parte, tomando controle do corpo de pessoas comuns e se alimentando de outros seres humanos. Shinichi Izumi acaba “hospedando” uma dessas criaturas em sua mão direita. Os dois conseguirão viver em harmonia? Será que o mundo sobreviverá a essa invasão?

Edição: A capa fosca ficou bem bonita, porem o offset utilizado tem uma transparência que incomoda em alguns momentos, o preço de capa é 16,90 o que pelo material utilizado eu não diria que vale a pena porem a historia é excelente ao ponto de compeçar esse preço um tanto elevado (pelo menos na minha opinião).

A capa do primeiro volume nacional

Opinião: O primeiro detalhe do manga é o traço ele é bom ,com cenas "gore" muito bem feitas onde o traço se encaixa perfeitamente, porem o fato de ser um traço no estilo dos anos 90 (período em que o manga foi lançado no Japão) fez com que eu estranha-se alguns quadros, mas isso é provavelmente é por eu estar mais acostumado ao traço mais atual.
   A base conceitual do manga é genial, tendo como base uma invasão alienígena, porem ele foge do clichê no sentido de colocar os invasores como parasitas (por isso o nome) e tendo uma capacidade intelectual tão alta (ou maior) quanto a capacidade humana, outro fato curioso é que os aliens não estão organizados (pelo menos não nesse primeiro volume) tendo cada um seu nível intelectual e sua própria personalidade.
   O que faz Parasyte vol.1 ser uma ótima leitura é a interação entre o protagonista (Shinichi Izumi/humano) e o Migi (O alienígena que acaba se instalando no braço do Izumi), pois o autor usa os diálogos entre os dois personagens para demonstrar as diferenças das duas espécies, onde se tem um garoto colegial japonês comum e um ser parasita cuja a unica preocupação é a sua própria sobrevivência, sem apresentar qualquer moral ou conceito ético, sendo muito racional, enquanto Shinichi se mostra muito sentimental em diversas cenas, porem com os acontecimentos pelos quais o personagem passa ele acaba ficando gradativamente mais isolado e frio.
   Dos personagens secundários 2 se destacam, a primeira é a Satomi Murano, que é colega de classe do Shinichi, e tem duas funções a primeira é de par romântico e a segunda é para destacar as mudanças que o protagonista sofre com o correr da historia. A segunda personagem é a Ryouko Tamiya que é um parasita porem diferente dos outros a presentados (não estou contando o Migi) ela tenta manter uma vida humana comum, evitando o matar seres humanos que façam parte do circulo social da sua hospedeira, isso não significa que ela se importa com os humanos, ela só quer manter as aparências, o porque disso não fica muito claro, e isso que me fez ficar curioso quanto a personagem.
   Quanto as lutas, elas são bem rápidas e se resolvem de forma bem simples, sendo a ultima (que não se sabe se já acabou) a mais elaborada, porem elas funcionam bem com o clima da obra, não são épicas são algo mais próximo de um predador e sua pressa lutando por sua sobrevivência.
   Apesar de ter cenas extremamente violentas Parasyte conseguem ter piadas excelentes e em momentos muito apropriados  sem tirar o peso das cenas gore e deixando o leitor relaxar em alguns momentos.
   Eu recomendo fortemente Parasyte para aqueles que gostam de ficção cientifica ou/e gore com uma boa pitada de comédia Parasyte é feito pra você, não vá esperando grandes lutas mais sim grandes conceitos (o que eu acho bem mais interessante).
P.S.: Desculpe as imagens em inglês porem eu tentei tirar foto da minha edição, mas elas ficaram horríveis, sintro muito.

Nota: 4,5 de 5.


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